Carl Gustav Jung foi um psiquiatra suíço que se juntou a Sigmund Freud para juntos desbravarem a psicanálise, porém Jung, em determinado momento, percebeu que suas teorias, em partes, se distanciavam um pouco das de Freud e acabou que Jung se tornou mais um grande nome da psicologia moderna, trazendo a luz temas como tipos psicológicos, arquétipos e outros mais que são usados até hoje em diversas áreas.
No livro “O Homem e seus símbolos”, o último livro escrito por Jung com colaboradores, fica claro como ele foi um grande inconformado com os padrões e como ele conseguiu de maneira brilhante tratar suas teorias e insistir que o homem sem seu inconsciente, nada é e nada será.
Na percepção de Jung, o inconsciente é tão vital como o consciente e além disso, mais rico e cheio de conhecimentos, que se manifestam em nós em forma de símbolos através dos sonhos, usados como o meio de comunicação direto e pessoal.
“O homem só se torna um ser integrado, tranquilo, fértil e feliz quando (e só então) o seu processo de individuação está realizado, quando consciente e inconsciente aprendem a conviver em paz e completando-se um ao outro.” M.-L. von Franz – “O Homem e seus símbolos”
Quando falamos sobre símbolos, falamos sobre algo que não é evidente, nem convencional muitas vezes, mas sim sobre algo vago e desconhecido, que precisa ser desvendado.
A nossa mente, ao explorar um símbolo, seja em um sonho que tivemos ou em pensamentos, alcança aquilo que está fora da razão. Por exemplo, se vermos um círculo, podemos fazer uma analogia dele a outra figuras, como o sol.
Na visão de Jung, toda experiência contém muitos fatores desconhecidos, e toda a realidade tem aspectos ignorados por nós. Mas ainda assim há certas coisas que percebemos e não tomamos consciência no momento, mas são absorvidas e ficam no nosso inconsciente, pois nada, absolutamente nada, é perdido, apenas arquivado e por assim estar, poderá ser resgatado futuramente, através da intuição, reflexão ou sonho, de forma simbólica.
Portanto, podemos concluir que o autoconhecimento é fundamental a ponto de nos ajudar parcialmente, pois nem tudo em nós conhecemos, imagina então, se nem o que está em nosso consciente nos aprofundarmos?
Tomar o consciente, o inconsciente individual e o inconsciente coletivo como nossa personalidade e desvendar seus mistérios é uma jornada que pode nos fazer evoluir, aprender e curar complexos que podem de forma inconsciente nos prender a um padrão ou crença.
Portanto, aqui fica um convite de autoanálise, será que hoje você já se conhece pelo menos um pouco? Será que não vale investir em uma análise mais profunda e, assim, conseguir ter mais domínio de sua personalidade e, por consequência, dos seus comportamentos?
Nem sempre conseguiremos desvendar tudo sobre nós, que graça teria, pois somos uma metamorfose ambulante, já cantava Raul. Então, esse processo de autoconhecimento é cíclico e infinito. Assim, se você começar agora, vai aprendendo aos poucos a se perceber e se entender e logo que algo mudar, você já estará antenada e conseguirá refletir sobre as mudanças e o que fazer com elas.
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